Nos Bastidores dos Espíritos

Resposta ao livro “Nos Bastidores dos Espíritos”, de Caio Fábio D’Araújo Filho, Editora Betânia S/C, Belo Horizonte MG
 
 
A contestação de todas as afirmativas equivocadas a respeito do Espiritismo nos levaria a escrever um livro, por isso comentaremos apenas algumas passagens da obra, na qual o Autor relata, com orgulho, seu feito de convencer o médium Heber Soares a abandonar uma tarefa mediúnica que desenvolvia há anos, de modo inteiramente gratuito. Na verdade, Heber seria talvez mais médium do que espírita, pois se estudasse, não teria caído no canto de sereia do Pastor.
 
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo, 8: 32). Não fosse o conhecimento da verdade, aquela verdade não revelada pelos clérigos, as pessoas não saberiam, hoje, que foi justamente a organização sacerdotal, a casta que arrogava a si o direito de intermediação entre o homem e Deus, que promoveu a condenação e a morte de Jesus, o Mestre que veio trazer uma nova concepção de religião. Uma religião sem sacerdotes, sem rituais, sem templos. Jesus veio libertar a criatura humana da intermediação sacerdotal, mostrando aos filhos de Deus que todos temos o direito nos se dirigir a Ele diretamente: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará” (Mt, 6: 6).
 
Jesus libertou a criatura humana também da necessidade do comparecimento ao templo, a assim chamada “casa de Deus”, a fim de ali encontrar-se com Ele. O Mestre jamais convidou alguém a orar num templo. Pelo contrário, quando a Samaritana manifestou-se no sentido de adorar a Deus no Templo de Jerusalém, o Mestre desautorizou tal atitude, dizendo-lhe: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Deus é espírito e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade” (Jo, 4: 21 e 24). Para Jesus não havia santuários, lugares especiais. Seus ensinamentos, suas curas, suas orações sempre foram levados a efeito onde quer que ele se encontrasse.
 
Adaptando, a seu modo, uma passagem de Isaías, o Autor diz que o espiritualismo (sic) é chamado de corrupção do Oriente. Ora, entendendo-se que espiritualismo é o oposto ao materialismo, vê-se que ele incluiu todas as religiões no rol da corrupção (Pág. 63).
 
Além do mais, centraliza a condenação da mediunidade curadora em afirmativas do Deuteronômio, que nada fala de curas. Aliás, por falar em Velho Testamento, é difícil entender-se porque essas correntes “evangélicas” se baseiam tanto nele, depois da nova concepção religiosa trazida por Jesus. O que prevalece: a moral cristã ou a moral mosaica? O Autor cita uma passagem de Isaías, (Isa, 8: 19) dizendo que Deus faz uma irônica (sic) interrogação (Pág. 63). Esta citação nem vale a pena comentar: um bate-papo de Deus com Moisés, em que o Pai amoroso, benevolente, misericordioso, retratado por Jesus, desce da sua dignidade para fazer ironias... Um encontro “pessoal” com Deus seria crível àquela época, mas hoje, quando a Astronomia e a Astronáutica já descerraram as cortinas do Universo, alguém repetindo, em nome do Cristianismo, essa idéia de um deus antropomórfico? Será que o Heliocentrismo ainda não chegou ao conhecimento desses “conhecedores da verdade”? Eles estão ainda no Velho Testamento, baseando-se em afirmativas como estas: “E o Senhor se arrependeu...” (Sam, 15: 35); “... qualquer que no dia do sábado fizer obras, certamente morrerá’ (Ex, 31: 15). E realmente morriam, conforme se pode ver: “Estando pois os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E o puseram em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Disse pois o Senhor a Moisés: Certamente morrerá o tal homem; toda a congregação com pedras o apedrejará para fora do arraial. Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e com pedras o apedrejaram, e morreu, como o Senhor ordenara a Moisés” (Num, 15: 32 a 36). “Disse o Senhor a Moisés: toma todos os Cabeças do povo, e enforca-os ao Senhor diante do sol, e o ardor da ira do Senhor se retirará de Israel” (Num, 25: 4); “E pisei os povos na minha ira, e os esmaguei no meu furor; e a sua força derrubei por terra” (Isa, 63: 6).
 
O Autor tenta combater o Espiritismo, invocando o Velho Testamento. Propomos-lhe uma comparação entre o que diz “O Livro dos Espíritos”, 3ª parte, cap. 9, em relação à igualdade de direitos do homem e da mulher, e o que está no Velho Testamento: “A purificação da mulher depois do parto” (Lev, 12: 1 a 8); ‘A prova da mulher suspeita de adultério” (Num, 5: 11 a 30). Qual dos dois livros reflete a Justiça e a Misericórdia divinas, conforme os ensinamentos de Jesus?
 
O Autor cita, à página 63: “Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis.” (Lev, 19: 26). Essa proibição não atinge os espíritas, pelo simples fato de não haver entre as práticas espíritas a de agouros ou adivinhações. O que existe, em grande escala, são afirmativas gratuitas, levianas, por parte daqueles que não querem a Verdade. Mas, vejamos a primeira parte da citação: Será que os “evangélicos” (Na verdade deveriam ser “bíblicos”, de vez que se baseiam tanto no Velho Testamento... ) não comem carne com sangue?
 
E o que dizer desta passagem: “E tinha quatro filhas donzelas, que profetizavam. E demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo; e, vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo, e ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus em Jerusalém o varão de quem é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios” (At, 21: 9 a 12). Ágabo seria também um “espiritualista” na visão do Autor? Estaria enquadrado nas citações do Velho Testamento?
 
Continuando com a citação do Autor: “... nem quem consulte os mortos” (Deut. 18: 11). Como o Pastor conciliaria essa citação do Deuteronômio com esta passagem do Novo Testamento, que relata a conversa de Jesus com dois “mortos”? “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt, 17: 3). Não teria o próprio Moisés derrogado a sua lei, vindo ele, depois de “morto”, conversar com Jesus, trazendo consigo Elias, que já estivera encarnado como João Batista, conforme afirmativa de Jesus (Mt, 17: 13)?
 
No Novo Testamento encontram-se provas irrecusáveis da comunicação dos “mortos”. Já teria o Autor lido os capítulos 12 e 14 da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, que ali reconhece os vários tipos de mediunidade (dons proféticos), recomendando o seu desenvolvimento (14: 1)? Além disso, o Apóstolo legou-nos diretrizes para a condução segura de uma reunião mediúnica (14: 26 a 31).
 
É de se notar que o relacionamento entre encarnados e desencarnados era mais natural e até mais freqüente nos tempos apostólicos. Foram Espíritos que anunciaram a ressurreição de Jesus: “E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões, com vestidos resplandecentes.” (Luc, 24: 4). Esses dois varões eram “mortos” e se comunicavam... Estariam “desobedecendo”, também eles, o Deuteronômio?
 
E por falar na ressurreição de Jesus, é bom que se interprete com lucidez, com “o espírito que vivifica”, o texto evangélico e não com apego à “letra que mata”. É claro que Jesus ressuscitou em corpo espiritual, e não em corpo carnal, como querem os teólogos. Paulo, que o viu em espírito, na estrada de Damasco, sabia que ele não tinha um corpo carnal, vez que apareceu-lhe e desapareceu subitamente. O Apóstolo diz bem da sua convicção: “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra é a dos terrestres. Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção.” (1 Cor, 15: 35, 40, 44 e 50). E continuam as igrejas “bíblicas” sua pregação da ressurreição da carne...
 
É bom que se atente para o fato de Jesus, até a sua morte, ter vivido como um homem comum, no que tange à sua atuação física: comia, bebia, caminhava, hospedava-se nas casas das pessoas. Entretanto, a partir da ressurreição, ele passou quarenta dias aparecendo e desaparecendo de diante das pessoas, atravessando portas fechadas. Por que teve, durante esses quarenta dias que precederam a ascensão, um comportamento inteiramente diverso daquele que mantivera até então? Note-se que seu corpo foi retirado da cruz praticamente nu, conforme o costume de despirem os crucificados. Onde ele arranjou a roupa com que apareceu, primeiramente a Madalena, e, depois, aos Apóstolos, aos caminheiros de Emaús, aos discípulos que pescavam? Não há registro algum que ateste ter o Mestre se hospedado em casa de alguém. Se tivesse ainda um corpo físico, este necessitaria de alimentação, higiene, vestimenta, abrigo, etc. O Mestre já era um “morto” e se comunicou! Logo, o Deuteronômio precisa ser melhor interpretado...
 
A fim de que os restos do seu corpo físico se não tornassem relíquias, o Mestre deve tê-lo desmaterializado, “retornando ao pó, aquilo que veio do pó”. Lamentavelmente, a mais bela lição de imortalidade e da independência da alma em relação ao corpo físico foi sepultada nas exegeses tendenciosas dos teólogos, padres e pastores que, arrogando a si o direito de interpretação, transformaram a bela lição do Mestre numa aberração científica, qual seja a de ressuscitar um corpo físico para levá-lo ao “céu”.
 
E, pior ainda: se Jesus levou ao céu esse corpo gerado no ventre de Maria, é de se perguntar como vivera até então, sem ele? E, para aqueles que participam da tese de que Jesus é uma das partes da Trindade, cabe, ainda, a pergunta: será que Deus era um ser incompleto, inacabado, pois algo completo não pode receber mais nada... Todo esse esforço para negar-se a comunicação dos mortos, que, na verdade, não são mortos, mas apenas desencarnados.
 
O Espírito imortal encarna e desencarna, como foi demonstrado por Jesus. A independência do Espírito em relação à matéria foi plenamente demonstrada por Antônio de Pádua no fenômeno chamado de bilocação. Quem estuda o citado fenômeno, sem os prejuízos da interferência danosa dos teólogos, verifica que o “Santo” deixou o seu corpo físico em Pádua e apresentou-se em Portugal com o seu corpo espiritual materializado, repetindo o fenômeno ocorrido com o Mestre, com a diferença de o seu afastamento do corpo físico ser temporário e não definitivo, como o de Jesus.
 
Essa faculdade de distanciar-se o corpo espiritual do físico é comum a todos, por ocasião do sono ou do desdobramento mediúnico, conforme aconteceu com o varão da Macedônia que se apresentou a Paulo: “E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um varão da Macedônia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos” (At, 16: 9).
 
Pedro estava preso. E àquele tempo os prisioneiros ficavam não só trancados nas celas, mas também acorrentados às paredes. Pedro foi libertado pelo anjo (At, 12: 7) e foi à casa de Maria, mãe de João. “E batendo Pedro à porta do pátio, uma menina chamada Rode saiu a escutar; e reconhecendo a voz de Pedro, de gozo, não abriu a porta, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta. E disseram-lhe: Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. E diziam: é o seu anjo” (At, 12: 13 a 15). Está mais do que claro que ao dizerem: “É o seu anjo”, demonstraram saber que o Espírito, durante o sono pode afastar-se do seu corpo físico, conservando o seu corpo espiritual, conforme ocorreu com o varão da Macedônia, visto por Paulo. Como bem conheciam as condições de prisão daquela época, imaginaram que Pedro nunca poderia ter-se libertado, com o corpo físico, principalmente àquela hora. Observe-se que visão extraordinária de imortalidade tinham os cristãos antes de sofrerem os prejuízos das interpretações tendenciosas dos teólogos!
 
Quanto às curas, o Autor diz que são os demônios que curam (Pág. 65). Jesus, ao seu tempo, foi também acusado de curar por Beelzebu, o príncipe dos demônios (Mat. 12: 22 a 28). Mas que demônios bons esses que curaram 85.000 pessoas pelo médium Héber Soares – conforme relata o Autor – e teriam continuado curando, não fosse a nefasta intervenção do Pastor... Sempre o clero que, desde os tempos de Jesus, não curava ninguém, mas acusava aqueles que aliviavam o sofrimento das criaturas de fazê-lo com a ajuda de satanás. Ainda bem que nenhum pastor convenceu Jesus a não continuar curando...
 
À página 64, cita o caso da jovem que tinha espírito de adivinhação e que dava lucro aos seus senhores. (At, 16: 16) Há aqui dois pontos que merecem reparo: primeiro é o fato de que não são os espíritas que vivem às custas da religião, e segundo que espírita algum está interessado em adivinhação. Convida-se o Pastor a ler “O Livro dos Espíritos”.
 
Sendo Jesus o Mestre, devemos nós, seus discípulos, seguir-lhe, principalmente os exemplos. Como os padres e pastores se arrogam o direito de batizar? “(Ainda que Jesus mesmo não batizava, mas seus discípulos)” (Jo, 4: 2). Se julgam ter o direito de batizar, por que não seguem o resto das recomendações? “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem qualquer coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Mc, 16: 17 e 18). “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios: de graça recebestes, de graça dai. Não possuais ouro nem prata, nem cobre em vossos cintos, nem alforges para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão, porque digno é o operário do seu alimento” (Mt, 10: 8 a 10). Jesus fez estas recomendações porque sabia que, copiando o sacerdócio judaico, viriam mais tarde aqueles que pretenderiam viver às custas da religião. Por isso, o Mestre impôs essas condições duríssimas. Em verdade, nenhum pastor ou padre impõe a si próprio, por amor às letras sagradas, nas suas interpretações literais e tendenciosas, nenhuma dessas recomendações... O danoso profissionalismo religioso oblitera até a capacidade de ver o ridículo. Os que combatem o Espiritismo fazem-no porque ele representa uma ameaça contra o profissionalismo religioso. Os “religiosos” profissionais lutam para defender o seu emprego. Por obedecer ao ensinamento: “... de graça recebestes, de graça daí” (Mt, 10: 8), o Espiritismo os incomoda. Incomoda porque segue ensinamentos e os exemplos de Jesus...
 
Jesus não foi um profissional religioso; era carpinteiro, conforme as palavras de alguns dos que ouviram-no pregar e se admiraram de sua sabedoria: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Mc, 6: 3).
 
Também os Apóstolos trabalhavam. Mateus era cobrador de impostos. Simão Pedro, André, Tiago e João eram pescadores. Mesmo depois de convocados por Jesus ao serviço apostolar, continuaram trabalhando. Isso fica muito claro no Evangelho de João, no relato da pesca no Mar de Tiberíades, quando Jesus, já sem o corpo físico, orienta Simão Pedro, Tomé, Tiago e outros, que haviam passado a noite sem conseguir apanhar peixes, mostrando-lhes aonde deveriam lançar a rede. (Jo, 21: 2 e 3).
 
Paulo, conforme costume judaico, aprendeu o ofício de tecelão na infância. Depois do chamamento de Jesus na estrada de Damasco, ao assumir a condição de divulgador da Boa Nova, deixou de ser um profissional religioso e passou a ganhar o seu pão, retomando o trabalho manual. É ele mesmo quem relata: “Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o Evangelho de Deus” (1 Ts, 2: 9). Não só ele trabalha, como recomenda aos demais que trabalhem também: “... e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado” (1 Ts, 4: 11).
 
Deve ser lembrado também que o Espiritismo é a única religião cristã que se contrapõe ao inferno de sofrimento eterno, onde os filhos de Deus não mais teriam oportunidade de usufruir da Sua misericórdia. E por falar em misericórdia, como ficam essas igrejas que atemorizam as criaturas com um inferno de penas eternas, criado pelos teólogos, em oposição frontal aos doces ensinos de Jesus? Será que a Parábola do Filho Pródigo (Lc, 15: 11 a 32) – onde Jesus mostra a compreensão, a benevolência, a bondade de um pai terreno – não foi suficientemente entendida? Como explicam que um pai terreno perdoa o filho ingrato e o Pai Celestial não pode fazê-lo?
 
Falar em inferno eterno é negar frontalmente os ensinamentos do Cristo. Seria bom para a Humanidade que pastores, como o Autor do libreto, se tornassem realmente “evangélicos” e não continuassem a ser “bíblicos”, não mais baseando suas pregações e seus ensinamentos no Velho Testamento. Mas, como se vê, é mais fácil e mais rendoso atemorizar o povo, usando a terrível figura de um deus cruel e vingativo – que mais se parece com um demônio – do que mostrar, a esses milhões de criaturas sedentas de amor, a doce figura do Pai justo, mas compassivo, providente e, acima de tudo, sumamente misericordioso, conforme foi amplamente evidenciado por Jesus no Sermão da Montanha.
 
José Passini
Juiz de Fora MG
Passinijose@yahoo.com.br