160 - Na luta vulgar


 
"Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará." - Paulo (Gálatas, 6:7).
 
Não é preciso morrer na carne para conhecer a lei das compensações.
 
Reparemos a luta vulgar.
 
O homem que vive na indiferença pelas dores do próximo, recebe dos semelhantes a indiferença pelas dores que lhe são próprias.
 
Afastemo-nos do convívio social e a solidão deprimente será para nós a resposta do mundo.
 
Se usamos severidade para com os outros, seremos julgados pelos outros com rigor e aspereza.
 
Se praticamos em sociedade ou em família a hostilidade e a aversão, entre parentes e vizinhos encontraremos a antipatia e a desconfiança.
 
Se insultamos nossa tarefa com a preguiça, nossa tarefa relegar-nos-á à inaptidão.
 
Um gesto de carinho para com o desconhecido na via pública granjear-nos-á o concurso fraterno dos grupos anônimos que nos cercam.
 
Pequeninas sementeiras de bondade geram abençoadas fontes de alegria.
 
O trabalho bem vivido produz o tesouro da competência.
 
Atitudes de compreensão e gentileza estabelecem solidariedade e respeito, junto de nós.
 
Otimismo e esperança, nobreza de caráter e puras intenções atraem preciosas oportunidades de serviço, em nosso favor.
 
Todo dia é tempo de semear.
 
Todo dia é tempo de colher.
 
Não é preciso atravessar a sombra do túmulo para encontrar a justiça, face a face. Nos princípios de causa e efeito, achamo-nos incessantemente sob a orientação dela, em todos os instantes de nossa vida.