154 - Ninguém vive para si


 
"Porque nenhum de nós vive para si..." - Paulo (Romanos, 14:7).
 
A árvore que plantas produzirá não somente para a tua fome, mas para socorrer as necessidades de muitos.
 
A luz que acendes clareará o caminho não apenas para os teus pés, mas igualmente para os viajores que seguem ao teu lado.
 
Assim como o fio de água influencia a terra por onde passa, as tuas decisões inspiram as decisões alheias.
 
Milhares de olhos observam-te os passos, milhares de ouvidos escutam-te a voz e milhares de corações recebem-te os estímulos para o bem ou para o mal.
 
“Ninguém vive para si...” - assevera-nos Divina Mensagem.
 
Queiramos ou não, é da Lei que nossa existência pertença às existências que nos rodeiam.
 
Vivemos para nossos familiares, nossos amigos nossos ideais...
 
Ainda mesmo o usurário exclusivista, que se julga sem ninguém, está vivendo para o ouro ou para as utilidades que restituirá a outras vidas superiores ou inferiores para as quais a morte lhe arrebatará o tesouro.
 
Compreendendo semelhante realidade, observa o teu próprio caminho.
 
Sentindo, pensas.
 
Pensando, realizas.
 
E tudo aquilo que constitui tuas obras, através das intenções, das palavras e dos atos, representará influência de tua alma, auxiliando-te a libertação para glória da luz ou agravando-te o cativeiro para sofrimento nas sombras.
 
Vigia, pois, o teu mundo intimo e faze o bem que puderes, ainda hoje, porquanto, segundo a sábia conceituação do Apóstolo Paulo, "ninguém vive para si".