149 - No culto à prece

 


 
"E, tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos e todos ficaram cheios do Espírito Santo." – (Atos, 4:31).
 
Todos lançamos, em torno de nós, forças criativas ou destrutivas, agradáveis ou desagradáveis ao círculo pessoal em que nos movimentamos.
 
A árvore alcança-nos com a matéria sutil das próprias emanações.
 
A aranha respira no centro das próprias teias.
 
A abelha pode viajar intensivamente, mas não descansa a não ser nos compartimentos da própria colméia.
 
Assim também o homem vive no seio das criações mentais a que dá origem.
 
Nossos pensamentos são paredes em que nos enclausuramos ou asas com que progredimos na ascese.
 
Como pensas, viverás.
 
Nossa vida íntima - nosso lugar.
 
A fim de que não perturbemos as leis do Universo, a Natureza somente nos concede as bênçãos da vida, de conformidade com as nossas concepções.
 
Recolhe-te e enxergará o limite de tudo o que te cerca.
 
Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe.
 
Para que nos elevemos, com todos os elementos de nossa órbita, não conhecemos outro recurso além da oração, que pede luz, amor e verdade.
 
A prece, traduzindo aspiração ardente de subida espiritual, através do conhecimento e da virtude, é a força que ilumina o ideal e santifica o trabalho.
 
Narram os Atos que, havendo os apóstolos orado, tremeu o lugar em que se encontravam e ficaram cheios do Espírito Santo: iluminou-se-lhes o anseio de fraternidade, engrandeceram-se-lhes as mentes congregadas em propósitos superiores e a energia santificadora felicitou-lhes o espírito.
 
Não olvides, pois, que o culto à prece é marcha decisiva. A oração renovar-te-á para a obra do Senhor, dia a dia, sem que tu mesmo possas perceber.