138 - O justo remédio


 
"Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais que vos escreva, porque já vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros." - Paulo (I Tessalonicenses, 4:9).
 
Em sua missão de Consolador, recebe o Espiritismo milhares de consultas partidas de almas ansiosas, que imploram socorro e solução para diversos problemas.
 
Aqui, é um pai que não compreende e confia-se a sistemas cruéis de educação.
 
Ali, é um filho rebelde e ingrato, que foge à beleza do entendimento.
 
Acolá, é um amigo fascinado pelas aparências do mundo, e que abandona os compromissos com o ideal superior.
 
Além, é um irmão que se nega ao concurso fraterno.
 
Noutra parte, é o cônjuge que deserta do lar.
 
Mais adiante, é o chefe de serviço, insensível e contundente.
 
Contudo, o remédio para a extinção desses velhos enigmas das relações humanas está indicado, há séculos, nos ensinamentos da Boa Nova.
 
A caridade fraternal é a chave de todas as portas para a boa compreensão.
 
O discípulo do Evangelho é alguém que foi admitido à presença do Divino Mestre para servir.
 
A recompensa de semelhante trabalhador, efetivamente, não pode ser aguardada no"imediatismo da Terra.
 
Como colocar o fruto na fronde verde da plantinha nascente?
 
Como arrancar a obra-prima do mármore com o primeiro golpe do cinzel?
 
Quem realmente ama, em nome de Jesus, está semeando para a colheita na Eternidade.
 
Não procuremos orientação com os outros para assuntos claramente solucionáveis por nosso esforço.
 
Sabemos que não adianta desesperar ou amaldiçoar...
 
Cada espírito possui o roteiro que lhe é próprio.
 
Saibamos caminhar, portanto, na senda que a vida nos oferece, sob a luz da caridade fraternal, hoje e sempre.