134 - Busquemos o equilíbrio

 

“Aquele que diz permanecer nele, deve também andar como ele andou...” - João (I João, 2:6).
 
Embora devas caminhar sem medo, não te cases à imprudência, a pretexto de cultivar desassombro.
 
Se nos devotamos ao Evangelho, procuremos agir segundo os padrões do Divino Mestre, que nunca apresentam lugar à temeridade.
 
Jesus salienta o imperativo da edificação do Reino de Deus, mas não sacrifica os interesses dos outros em obras precipitadas.
 
Aconselha a sinceridade do "sim, sim - não, não", entretanto, não se confia à rudeza contundente.
 
Destaca as ruínas morais do farisaísmo dogmático, todavia, rende culto à Lei de Moisés.
 
Reergue Lázaro do sepulcro, contudo, não alimenta a pretensão de furtá-lo, em definitivo, à morte do corpo.
 
Consciente do poder de que se acha investido, não menospreza a autoridade política que deve reger as necessidades do povo e ensina que se deve dar "a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
 
Preso, e sentenciado ao suplício, não se perde em bravatas labiais, não obstante reconhecer o devotamento com que é seguido pelas entidades angélicas.
 
Atendamos ao Modelo Divino que não devemos esquecer, desempenhando a nossa tarefa, com lealdade e coragem, mas, evitemos o arrojo desnecessário que vale por leviandade perigosa.
 
Um coração medroso congela o trabalho.
 
Um coração temerário incendeia qualquer serviço, arrasando-o.
 
Busquemos, pois, o equilíbrio com Jesus e fugiremos, naturalmente, ao extremismo, que é sempre o escuro sinal da desarmonia ou da violência, da perturbação ou da morte.