127 - Humanidade real


 
"... Eis o Homem!" - Pilatos (João, 19:5).
 
Apresentando o Cristo à multidão, Pilatos não designava um triunfador terrestre...
 
Nem banquete, nem púrpura.
 
Nem aplauso, nem flores.
 
Jesus achava-se diante da morte.
 
Terminava uma semana de terríveis flagelações.
 
Traído, não se rebelara.
 
Preso, exercera a paciência.
 
Humilhado, não se entregou a revides.
 
Esquecido, não se confiou à revolta.
 
Escarnecido, desculpara.
 
Açoitado, olvidou a ofensa.
 
Injustiçado, não se defendeu.
 
Sentenciado ao martírio, soube perdoar.
 
Crucificado, voltaria’ à convivência dos mesmos discípulos e beneficiários que o haviam abandonado, para soerguer-lhes a esperança.
 
Mas, exibindo-o, diante do povo, Pilatos não afirma: - Eis o condenado, eis a vítima!
 
Diz simplesmente: - "Eis o Homem!"
 
Aparentemente vencido, o Mestre surgia em plena grandeza espiritual, revelando o mais alto padrão de dignidade humana.
 
Rememorando, pois, semelhante passagem, recordemos que somente nas linhas morais do Cristo é que atingiremos a Humanidade Real.