112 - Que farei?


 
"Que farei?" - Paulo (Atos, 22:10).
 
Milhares de companheiros aproximam-se do Evangelho para o culto inveterado ao comodismo.
 
Como dominarei? - interrogam alguns.
 
Como descansarei? - indagam outros.
 
E os rogos se multiplicam, estranhos, reprováveis, incompreensíveis...
 
Há quem peça reconforto barato na carne, quem reclame afeições indébitas, quem suspire por negócios inconfessáveis e quem exija recursos para dificultar o serviço da paz e do bem.
 
A pergunta do apóstolo Paulo, no justo momento em que se vê agraciado pela Presença Divina, é padrão para todos os aprendizes e seguidores da Boa Nova.
 
O grande trabalhador da Revelação não pede transferência da Terra para o Céu e nem descamba para sugestões de favoritismo ao seu círculo pessoal. Não roga isenção de responsabilidade, nem foge ao dever da luta.
 
- Que farei? - disse a Jesus, compreendendo o impositivo do esforço que lhe cabia.
 
E o Mestre determina que o companheiro se levante para a sementeira de luz e de amor, através do próprio sacrifício.
 
Se foste chamado à fé, não recorras ao Divino Orientador suplicando privilégios e benefícios que justifiquem tua permanência na estagnação espiritual.
 
Procuremos com o Senhor o serviço que a sua Infinita Bondade nos reserva e caminharemos, vitoriosos, para a sublime renovação.