52 - Servir e marchar

 


 
"Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados." - Paulo. (Hebreus, 12:12).
 
Se é difícil a produção de fruto sadio na lavoura comum, para que não falte o pão do corpo aos celeiros do mundo, é quase sacrificial o serviço de aquisição dos valores espirituais que significam o alimento vivo e Imperecível da alma.
 
Planta-se a semente da boa-vontade, mas obstáculos mil lhe prejudicam a germinação e o crescimento.
 
É a aluvião de futilidades da vida inferior.
 
A invasão de vermes simbolizados nos aborrecimentos de toda sorte.
 
A lama da inveja e do despeito.
 
As trovoadas da incompreensão.
 
Os granizos da maldade.
 
Os detritos da calúnia.
 
 
A canícula da responsabilidade.
 
O frio da indiferença.
 
A secura do desentendimento.
 
O escalracho da ignorância.
 
As nuvens de preocupações.
 
A poeira do desencanto.
 
Todas as forças imponderáveis da experiência humana como que se conjugam contra aquele que deseja avançar no roteiro do bem.
 
Enquanto não alcançarmos a herança divina a que somos destinados, qualquer descida é sempre fácil...
 
A elevação, porém, é obra de suor, persistência e sacrifício.
 
Não recues diante da luta, se realmente já podes interessar o coração nos climas superiores da vida.
 
Não obstante defrontado por toda a espécie de dificuldades, segue para a frente, oferecendo ao serviço da perfeição quanto possuas de nobre, belo e útil.
 
Recorda o conselho de Paulo e não te imobilizes.
 
Movimenta as mãos cansadas para o trabalho e ergue os joelhos desconjuntados, na certeza de que para a obtenção da melhor parte da vida é preciso servir e marchar, incessantemente.