11 - Glorifiquemos

Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre. – Paulo (Filipenses, 4:20)

 

Quando o vaso se retirou da cerâmica, dizia sem palavras:

- Bendito seja o fogo que me proporcionou a solidez.
 
Quando o arado se ausentou da forja, afirmava em silêncio:
 
- Bendito seja o malho que me deu forma,
 
Quando a madeira aprimorada passou a brilhar no palácio, exclamava, sem voz:
 
- Bendita seja a lâmina que me cortou cruelmente, preparando-me a beleza.
 
Quando a seda luziu, formosa no templo, asseverava no íntimo:
 
- Bendita seja a feia lagarta que me deu vida.
 
Quando a flor se entreabriu, veludosa e sublime, agradeceu, apressada:
 
- Bendita a terra escura que me encheu de perfume.
 
Quando o enfermo recuperou a saúde, gritou, feliz:
 
- Bendita seja a dor que me trouxe a lição do equilíbrio.
 
Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na casa de Deus.
 
Agradeçamos a tempestade que renova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que ilumina.
 
A alvorada é maravilha do céu que vem após a noite na Terra.
 
Que em todas as nossas dificuldades e sombras seja nosso Pai glorificado para sempre.