158 - Transformação

 
"Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados." – Paulo (I Coríntios, 15:51).
 
Refere-se o apóstolo dos gentios a uma das mais belas realidades da vida espiritual.
 
Nos problemas da morte, as escolas cristãs, trabalhadas pelas cogitações teológicas de todos os tempos, erigiram teorias diversas, definindo a situação da criatura, após o desprendimento carnal. É justo que semelhante situação seja a mais diversificada possível. Ninguém penetra o circulo da vida terrena em processo absolutamente uniforme, como não existem fenômenos de desencarnação com analogia integral. Cada alma possui a sua porta de "entrada" e "saída", conforme as conquistas próprias.
 
Fala-se demasiadamente em zonas purgatoriais, em trevas exteriores, em regiões de sono psíquico.
 
Tudo isso efetivamente existe em plano grandioso e sublime que, por enquanto, transcende o limitado entendimento humano.
 
Todos os que se abeberam nas fontes puras da verdade, com o Cristo, devem guardar sempre o otimismo e a confiança.
 
"Nem todos dormiremos" - diz Paulo. Isto significa que nem todas as criaturas caminharão às tontas, nas regiões mentais da semi-inconsciência, nem todas serão arrebatadas a esferas purgatoriais e, ainda que tais ocorrências sucedessem, ouçamos, ainda, o abnegado amigo do Evangelho, quando nos assevera - "mas todos seremos
transformados".
 
Paulo não promete sofrimento inesgotável nem repouso sem-fim. Promete transformação.
 
Ninguém parte ao chamado da Vida Eterna senão para transformar-se.
 
Morte do corpo é crescimento espiritual.
 
O túmulo numa esfera é berço em outra.
 
E, como a função da vida é renovar para a perfeição, transformemo-nos para o bem, desde hoje.