86 - Saibamos confiar

 
"Não andeis, pois, inquietos." - Jesus (Mateus, 6:31).
 
Jesus não recomenda a indiferença ou a irresponsabilidade.
 
O Mestre, que preconizou a oração e a vigilância, não aconselharia a
despreocupação do discípulo ante o acervo do serviço a fazer.
 
Pede apenas combate ao pessimismo crônico.
 
Claro que nos achamos a pleno trabalho, na lavoura do Senhor, dentro da ordem natural que nos rege a própria ascensão.
 
Ainda nos defrontaremos, inúmeras vezes, com pântanos e desertos, espinheiros e animais daninhos.
 
Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar no Divino Poder que nos dirige.
 
Em todos os lugares, há derrotistas intransigentes.
 
Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o Sol fulgura no zênite.
 
Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas.
 
Marcham atormentados por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre.
 
Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de mínimos obstáculos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento à cor negra para que a mente do próximo lhes partilhe a sombra interior.
 
Na Terra, Jesus é o Senhor que se fez servo de todos, por amor, e tem esperado nossa contribuição na oficina dos séculos. A confiança d’Ele abrange as eras, sua experiência abarca as civilizações, seu devotamento nos envolve há milênios...
 
Em razão disso, como adotar a aflição e o desespero, se estamos apenas começando a ser úteis?