31 - De ânimo forte

 
"Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação." - Paulo (II Timóteo, 1:7).
 
Não faltam recursos de trabalho espiritual a todo irmão que deseje reerguer-se, aprimorar-se, elevar-se.
 
Lacunas e necessidades, problemas e obstáculos desafiam o espírito de serviço dos companheiros de fé, em toda parte.
 
A ignorância pede instrutores, a dor reclama enfermeiros, o desespero suplica orientadores.
 
Onde, porém, os que procuram abraçar o trabalho por amor de servir?
 
Com raras exceções, observamos, na maioria das vezes, a fuga, o pretexto, o retraimento.
 
Aqui, há temor de responsabilidade; ali, receios da crítica; acolá, pavor de iniciativa a benefício de todos.
 
Como poderá o artista fazer ouvir a beleza da melodia se lhe foge o instrumento?
 
Nesse caso. temos em Jesus o artista divino e em nós outros, encarnados e desencarnados, os instrumentos d’Ele para a eterna melodia do bem no mundo.
 
Se algemamos o coração ao medo de trabalhar em benefício coletivo, como encontrar serviço feito que tranqüilize e ajude a nós mesmos? como recolher felicidade que não semeamos ou amealhar dons de que nos afastamos suspeitosos?
 
Onde esteja a possibilidade de sermos úteis, avancemos, de ânimo forte, para a frente, construindo o bem, ainda que defrontados pela ironia, pela frieza ou pela ingratidão, porque, conforme a palavra iluminada do apóstolo aos gentios, "Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação".