6 - Multidões

 
"Tenho compaixão da multidão." - Jesus (Marcos, 8:2).
 
Os espíritos verdadeiramente educados representam, em todos os tempos, grandes devedores à multidão.
 
Raros homens, no entanto, compreendem esse imperativo das leis espirituais.
 
Em geral, o mordomo das possibilidades terrestres, meramente instruído na cultura do mundo, esquiva-se da massa comum, ao invés de ajudá-la. Explora-lhe as paixões, mantém-lhe a ignorância e costuma roubar-lhe o ensejo de progresso. Traça leis para que ela pague os impostos mais pesados, cria guerras de extermínio, em que deva concorrer com os mais elevados tributos de sangue. O sacerdócio organizado, quase sempre, impõe-lhe sombras, enquanto a filosofia e a ciência lhe oferecem sorrisos escarnecedores.
 
Em todos os tempos e situações políticas, conta o povo com escassos amigos e adversários em legiões.
 
Acima de todas as Possibilidades humanas, entretanto, a multidão dispõe do Amigo Divino.
 
Jesus prossegue trabalhando.
 
Ele, que passou no Planeta entre pescadores e proletários, aleijados e cegos, velhos cansados e mães aflitas, volta-se para a turba sofredora e alimenta-lhe a esperança, como naquele momento da multiplicação dos pães.
 
Lembra-te, meu amigo, de que és parte integrante da multidão terrestre.
 
O Senhor observa o que fazes.
 
Não roubes o pão da vida; procura multiplicá-lo.