127 - Lei de Retorno


“E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação.” - Jesus (João, 5:29).
 
Em raras passagens do Evangelho, a lei reencarnacionista permanece tão clara quanto aqui, em que o ensino do Mestre se reporta à ressurreição da condenação.
 
Como entenderiam estas palavras os teólogos interessados na existência de um inferno ardente e imperecível?
 
As criaturas dedicadas ao bem encontrarão a fonte da vida em se banhando nas águas da morte corporal. Suas realizações do porvir seguem na ascensão justa, em correspondência direta com o esforço perseverante que desenvolveram no rumo da espiritualidade santificadora, todavia, os que se comprazem no mal cancelam as próprias possibilidades de ressurreição na luz.
 
Cumpre-lhes a repetição do curso expiatório.
 
É a volta à lição ou ao remédio.
 
Não lhes surge diferente alternativa.
 
A lei de retorno, pois, está contida amplamente nessa síntese de Jesus.
 
Ressurreição é ressurgimento. E o sentido de renovação não se compadece com a teoria das penas eternas.
 
Nas sentenças sumárias e definitivas não há recurso salvador. Através da referência do Mestre, contudo, observamos que a Providência Divina é muito mais rica e magnânima que parece.
 
Haverá ressurreição para todos, apenas com a diferença de que os bons tê-la-ão em vida nova e os maus em nova condenação, decorrente da criação reprovável deles mesmos.