79 - O "mas" e os discípulos


“Tudo posso naquele que me fortalece.” - Paulo (Filipenses, 4:13)
 
O discípulo aplicado assevera:
 
- De mim mesmo, nada possuo de bom, mas Jesus me suprirá de recursos, segundo as minhas necessidades.
 
- Não disponho de perfeito conhecimento do caminho, mas Jesus me conduzirá.
 
O aprendiz preguiçoso declara:
 
- Não descreio da bondade de Jesus, mas não tenho forças para o trabalho cristão.
 
- Sei que o caminho permanece em Jesus, mas o mundo não me permite segui-lo.
 
O primeiro galga a montanha da decisão. Identifica as próprias fraquezas, entretanto, confia no Divino Amigo e delibera viver-lhe as lições.
 
O segundo estima o descanso no vale fundo da experiência inferior.
 
Reconhece as graças que o Mestre lhe conferiu, todavia, prefere furtar-se a elas.
 
O primeiro fixou a mente na luz divina e segue adiante. O segundo parou o pensamento nas próprias limitações.
 
O “mas” é a conjunção que, nos processos verbalistas, habitualmente nos define a posição íntima perante o Evangelho. Colocada à frente do Santo Nome, exprime-nos a firmeza e a confiança, a fé e o valor, contudo, localizada depois dele, situa-nos a indecisão e a ociosidade, a impermeabilidade e a indiferença.
 
Três letras apenas denunciam-nos o rumo.
 
- Assim recomendam meus princípios, mas Jesus pede outra coisa.
 
- Assim aconselha Jesus, mas não posso fazê-lo.
 
Através de uma palavra pequena e simples, fazemos a profissão de fé ou a confissão de ineficiência.
 
Lembremo-nos de que Paulo de Tarso, não obstante apedrejado e perseguido, conseguiu afirmar, vitorioso, aos filipenses: - “Tudo posso naquele que me fortalece.”