Análise da Obra Mediúnica de Wanderley S. Soares elaborada pela FEEMT

FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE MATO GROSSO
FUNDADA EM 14/12/1956

ANÁLISE DA OBRA MEDIÚNICA DE WANDERLEY S. DE OLIVEIRA
ATRIBUÍDA AO SUPOSTO
ESPÍRITO ERMANCE DUFAUX E
OUTROS

    O objetivo deste trabalho é fazer uma análise da obra mediúnica do médium Wanderley Soares de Oliveira, atribuída a supostos espíritos como Ermance Dufaux, Bezerra de Menezes, Cícero Pereira e outros, demonstrando as razões pelas quais a Federação Espírita do Estado de Mato Grosso não referenda a referida obra.

    O nosso intuito não é o de denegrir o trabalho de ninguém, mas de  auxiliar no esclarecimento do Movimento Espírita acerca de um dos processos de mistificação dos mais bem urdidos nos últimos tempos com o intuito de prejudicar o movimento, mormente o de unificação, em conformidade com as finalidades da FEEMT, estabelecido no artigo 2º. de seu estatuto social.

   Nos últimos anos vem ganhando campo no movimento espírita um movimento denominado “atitudes de amor” lançado através do médium Wanderley S. de Oliveira, cujo objetivo é supostamente renovar o movimento espírita pelas práticas do amor.

   Um movimento assim seria muito nobre se não escondesse no seu bojo a sua real destinação, que é denegrir o movimento de unificação e tornar as atividades mediúnicas realizadas nos Centros Espíritas uma prática destituída da análise pelo bom senso como nos ensinou Allan Kardec.

    Analisamos três obras do referido médium: Seara Bendita, Reforma Íntima sem martírio e Lírios de Esperança para corroborar a tese que colocamos acima.

    O movimento começa a partir do lançamento da obra Seara Bendita, que além do médium Wanderley Soares de Oliveira traz a parceria de Maria José S. de Oliveira.

    Trata-se de uma obra com 47 mensagens assinadas por vários Espíritos, além de um apêndice que traz outras 10 mensagens, incluindo uma que tem por título “Atitude de Amor”, que posteriormente foi lançada separadamente num opúsculo. Desta mensagem surgiu a idéia do movimento.

    Os supostos autores espirituais quando encarnados tiveram relação direta ou indireta com o movimento de unificação seja na Federação Espírita Brasileira, dos quais seis deles são supostamente seus ex-presidentes, e outros pertencentes à União Espírita Mineira.

    O que chama muita atenção do leitor é que todas as mensagens, mesmo assinadas por 35 diferentes espíritos apresentam o mesmo estilo literário, fato que por si só demonstra o seu caráter mistificador.  Os supostos espíritos usam os mesmos chavões, repetindo-se o mesmo tema várias vezes, como técnica típica da chamada “lavagem cerebral”. Todas elas apresentam sofismas de modo a melhor enganar.

    Vamos nos reportar a uma mensagem especificamente, considerada mais importante de todas pelos autores, aquela que é assinada por Cícero Pereira, que faz uma reportagem de uma suposta palestra para 5000 espíritos, encarnados e desencarnados, atribuída a Dr. Bezerra de Menezes, realizada na noite após o encerramento do Congresso Espírita Brasileiro em Goiânia em 1999.

    Analisemos alguns trechos:

    “Os primeiros setenta anos do Espiritismo constituíram o período da consagração das origens e das bases em que se assentam a Doutrina, que lhe conferiram legitimidade. Heróis da tenacidade e fibra moral, dispostos a imolar-se pela causa, venceram o preconceito do tempo e a pressão da inferioridade humana no resguardo e defesa da empreitada de Allan Kardec. O último lance que delimitou esse período foi o Congresso Internacional de Espiritismo realizado em Paris (3), onde o arauto do bem, Leon Dénis, suportou a lâmina sutil da mentira e consolidou o perfil definitivo do Espiritismo como Doutrina dos Espíritos, eximindo-a de desfigurações que em muito prejudicariam sua feição educativa e conscientizadora.

    O segundo período de mais setenta anos, que coincide com o fechamento do século e do milênio, foi o tempo da proliferação. Uma idéia universal jamais poderia ficar confinada a grupos de estudo ou experimentos da fenomenologia mediúnica de materialização; fazia-se necessária a intensificação dos conhecimentos dentro de um crescimento ordenado e defensivo na elaboração de um perfil filosófico. Eis o mérito das entidades promotoras da unificação e da multiplicação de centros espíritas. Sob o regime de controle e zelo foram predicados os seus objetivos primaciais. A literatura subsidiária provocou o questionamento, a discussão, o estudo, e com isso o aprendizado dilatou-se.

    A primeira etapa consagrou o Espiritismo como ideário do bem, atraindo a simpatia e superando o preconceito; a segunda ensejou a difusão. Penetramos agora o terceiro portal de mais setenta anos, etapa na qual pretende-se a maioridade das idéias espíritas

    Causa muita estranheza um Espírito da categoria de Dr. Bezerra de Menezes falando de períodos estanques. Isso não é típico de Espíritos Superiores que sabem que o tempo é relativo. Além da falácia da delimitação do tempo, as definições dos períodos não correspondem à realidade e é claro que Dr. Bezerra como um dos orientadores do movimento espírita mundial sabe disso. 

   Por exemplo, o segundo período chamado de “tempo da proliferação”, no que tange ao mundo, aconteceu exatamente o posto. Sabe-se que na Europa existiam centenas de Centros Espíritas, que em sua maioria desapareceram exatamente nesse período. Somente no Brasil houve uma proliferação de Centros Espíritas, mesmo assim de maneira ainda muito incipiente na maioria das regiões do País.

    Vejamos mais um trecho: “A diversidade é uma realidade irremovível da Seara e seria utopia e inexperiência tratá-la como “joio”. Imprescindível propalar a idéia do ecumenismo afetivo entre os seareiros, para que a cultura da alteridade seja disseminada e praticada no respeito incondicional a todos os segmentos. A atitude de alteridade será o termômetro do progresso das idéias espíritas no movimento, será o “trigo” vicejante e plenificado na ética da fraternidade vivida. As instituições embebidas desse espírito promoverão o diálogo franco e transparente e construirão através das relações as transformações. O desafio está lançado”.

    Se uma das características do espiritismo é a universalidade, isto é, a confirmação de idéias novas por diferentes médiuns  uma pergunta que fica sem resposta é: Por que Dr. Bezerra não se reporta a essas propostas de “ecumenismo afetivo” e “cultura da alteridade” na reunião do Conselho Federativo Nacional na sua mensagem tradicional ao movimento espírita, através do médium Divaldo P. Franco? Já são seis anos desde o ano 2000 quando esta proposta foi lançada no livro Seara Bendita e Dr. Bezerra nunca a confirmou por Divaldo Franco. Se fossem verdadeiras, com certeza já as teria confirmado e conclamado o movimento espírita a segui-las.

    Muitas perguntas sem respostas: “A diretriz insuperável de Jesus continua como roteiro de rara oportunidade. Precisamos “conferir poder”. Como amar o próximo? Como obter abnegação? Como treinar a alteridade? Comprometimento é difícil para quem? É possível desenvolver a indulgência? Como dialogar em climas adversos? Como dialogar? O que é solidariedade e parceria? Como conceber a unificação em tempos de pluralismo? Ela é viável? Como oferecer essas condições de “poder” aos novos servidores da causa cristã? Qual o poder de transformação estamos viabilizando a homens comuns que encontram esperanças e alento nos celeiros de paz da casa espírita? Que temos feito para que as direções abram-se ao espírito de simplicidade? Que propostas temos a apresentar para facilitar um tempo de aproximação pacífica entre as várias tendências da Seara? Por que é tão importante essa aproximação?  Perguntas que na verdade escondem a idéia implícita de se questionar a validade do movimento de unificação.

    Em relação ao teor da mensagem como um todo basta analisar a linguagem intencionalmente vaga como a que se segue: “Estamos em campanha. Campanha pela renovação das atitudes. Temos um problema na Seara: as más atitudes. Temos uma solução para a Seara: novas atitudes. Seja essa a nossa campanha no bem pelos tempos novos a que todos somos chamados. Todos aqui, mormente os que se acostumaram à docilidade e ternura de meu coração, não se surpreendam com a franqueza de minhas palavras. Estejam certos que o sentimento é o mesmo e sempre será.”, bem como a maneira como é reportada. Basta comparar com as recebidas por Chico Xavier, Yvone Pereira ou Divaldo P. Franco para perceber que não é verdadeiramente de Dr. Bezerra.

    Façamos um parêntese para explicar sobre essa modalidade de linguagem. A linguagem intencionalmente vaga é uma técnica de comunicação utilizada para melhor enganar, pois a pessoa fala de forma vaga e cada um imagina o que quiser. Por exemplo, nas frases: Temos um problema na Seara: as más atitudes. Temos uma solução para a Seara: novas atitudes. Poderíamos questionar que atitudes, especificamente, são essas, tanto as más, quanto as novas. Conforme no diz Kardec em O Livro dos Médiuns o que caracteriza um Espírito Superior é dizer muito em poucas palavras devido a sua sabedoria. Um Espírito Superior como Dr. Bezerra jamais usaria a linguagem intencionalmente vaga, que é utilizada com o fim de enganar e não de demonstrar a real intenção do Espírito. Os livros do referido médium estão repletos dessa linguagem, de modo a construir sofismas nas quais muitas pessoas acabam acreditando ser verdades.

    O espírito que descreve as ocorrências após a suposta palestra a uma certa altura relata: “Acompanhando-nos, discreta como de costume, a nossa Ermance Dufaux, que tem sido o coração de nossas movimentações espirituais. Constatei surpreendido que os olhos de Bezerra dilataram-se com o aproximar de Ermance; ele, que sempre ensaiava um termo ou outro na sua costumeira ternura, emudeceu-se, pegou as mãos delicadas da nossa amiga, beijou-as e disse: “Filha, suas mãos representam troféus luminosos da vitória do Espiritismo nascente, quando as cedeste para a sublime consecução de “O Livro dos Espíritos”, e se anseias por torná-las úteis novamente nos serviços do bem, providenciaremos rumos a teus inspirados desejos.” Ermance enrubesceu e lacrimejou, porque o sentimento elevado de Bezerra lhe havia sondado as profundezas da alma, percebendo-lhe a súplica velada na intensa disposição de contribuir com os destinos novos da causa. Ela, num ímpeto generoso, mas guardando a típica fleuma de uma dama francesa, osculou com um fraterno afago a cabeleira do paladino, e sem dizer uma só palavra abraçou-o incontinente, com efusivo amor”.

    Aqui o hábil mistificador prepara o terreno para os futuros livros que surgiriam futuramente, nos quais provavelmente ele próprio usa o nome Ermance Dufaux, que neste trecho é mostrada como um espírito de alta envergadura moral diante do qual até Dr. Bezerra se sente deslumbrado. Novamente o suposto Dr. Bezerra parece desconhecer um dado histórico, que reporta que a verdadeira Ermance Dufaux não psicografou O Livro dos Espíritos inteiro, mas apenas parte dele com a participação de outras médiuns adolescentes e que Allan Kardec utilizou textos enviados por médiuns de mais de 1000 núcleos espíritas sérios para compor O Livro dos Espíritos.

    Acreditamos que ardilosamente ele usa o nome Ermance Dufaux por se tratar de um nome conhecido do movimento espírita, do qual não se tem muitas referências, a não ser de que ela foi uma das médiuns que recebeu algumas questões de O Livro dos Espíritos. Com isso não despertaria futuramente indagações sobre o suposto conhecimento psicológico que aparentemente demonstra em suas obras.

    Analisaremos a seguir trechos de duas obras atribuídas ao suposto espírito Ermance Dufaux: Reforma íntima sem martírio e Lírios da Esperança, nos quais o hábil mistificador usa de um psicologismo muito bem urdido para melhor enganar. As obras são inteiramente carregadas de sofismas e algumas frases de efeito supostamente superiores, mas que se analisadas profundamente, percebe-se nitidamente o caráter de mistificação, pois ao lado de frases verdadeiras, principalmente que tratam do amor, traz trechos aberrantes, especialmente os que se reportam ao suposto Hospital Esperança, conforme veremos a seguir:

    Já no prefácio (pág. 21) do Reforma íntima sem martírio o espírito cita o Hospital Esperança e coloca o livro Tormentos da Obsessão de M. P. de Miranda, psicografia de Divaldo P. Franco como referência para maiores informações. Ao citar a obra de um médium consagrado o espírito tem como objetivo referendar a dele, pois se sabe que a maioria das pessoas não vai até as referências para confrontar os textos, por isso faremos aqui a comparação entre as obras do falso espírito Ermance Dufaux e a obra de Philomeno de Miranda.

     Além dessa obra o Espírito usa trechos das obras básicas para justificar as suas falas de modo a melhor enganar.

    Os livros Reforma íntima sem martírio e Lírios da Esperança, apresentam diálogos e características de Espíritos como Dr. Ignácio Ferreira, Maria Modesto Cravo que também são apresentados no livro Tormentos da Obsessão. Perceberemos que são verdadeiras caricaturas dos Espíritos que M. P. de Miranda apresenta.

    Outra estranheza é que o suposto Espírito Ermance Dufaux que se apresenta como trabalhadora do Hospital Esperança, nem sequer é mencionado por Philomeno Miranda. Se o Espírito que toma esse nome fosse verdadeiro e o seu trabalho tivesse o vulto que as suas obras apresentam com certeza M. P. de Miranda teria citado o trabalho que seria desenvolvido mais tarde pelo médium Wanderley.

Vejamos os textos:

Reforma Íntima sem martírio, cap. 16 “Lições Preciosas com Dr. Inácio”:

“Já um tanto mais refeito, aproximamos daquele coração sofrido, que se dirigiu ao Dr. Inácio:

    -Doutor, não vou agüentar, não vou agüentar isso. Esse tratamento não é para mim.

    -Se acalme, Euzébio, para não perder a ajuda dessa hora.

    -Desse jeito vou enlouquecer!

    -Você está no lugar certo então, porque aqui somos todos mais ou menos loucos – como de costume, nosso diretor era pura jocosidade elevada, mesmo nos instantes mais sérios.

    -Preciso de pelo menos uma “encostadinha”; o senhor não vai poder fazer isso por mim? E para onde foi levado o Júlio? Por que esse arrancão de uma só vez? Nós nos dávamos tão certo!

    -Meu amigo, não poderei lhe dar todas as informações que você quer saber. Quanto à “encostadinha”, poderei providenciar, mas dependendo da sua recuperação.

    -O senhor fala sério?

    -E alguma vez eu falei algo brincando? – novamente com o sorriso de deboche, Dr. Inácio olhou para mim e deu uma piscadela de puro humor.

    (A “encostadinha” a que se refere o espírito é na pessoa que ele obsidiava. Vejamos em que nível prossegue o diálogo)

    .... – Sim, aqui nada acontece sem autorização, ou você acha que vai poder continuar suas obsessões como bem quer? Se for assim tenho que lhe dar alta, porque o que não falta na Terra é gente querendo ser obsidiado...

    (Percebamos que o diálogo acontece entre um suposto médico psiquiatra desencarnado e seu paciente)

    (...) Veja só, Ermance. Ainda há quem pense nos centros espírita que nós podemos fazer tudo por aqui no mundo das almas. Com essa tese absurda, muitos trabalhadores e grupos inteiros têm se afastado da mediunidade socorrista, alegando que o “plano espiritual pode atender a tudo sem participação humana!”

    (...) -Não seria de enviarmos algo por escrito a nossos irmãos na Terra?

    - Se você quiser “abrir o véu”... Eu de minha parte tenho levado as informações que posso, todavia, já vejo um monte de “lenha armada” entre os puristas da Doutrina para assar o médium e o espírito. Já há quem diga no plano físico, depois das obras que enviei, que Dr. Inácio não ficou louco quando no sanatório de Uberaba, mas sua loucura surgiu depois de morto... 

    -Que nada, doutor. É que tudo tem sua hora.

(Aqui o espírito faz referências a obras psicografadas  por Carlos Bacelli, “Sob as cinzas do tempo, Do outro lado do espelho, Na próxima dimensão” que são verdadeiros atentados ao bom senso)

    (...)- A psicofonia então é uma mediunidade muito necessária, será isso?

    - Não é psicofonia, é incorporação mesmo, e não se assuste de dizer. Como falam os umbandistas, sem nenhum exagero, os médiuns nessa circunstância se tornam “cavalos”..

    Lírios da Esperança cap. 3 “Medidas Impostergáveis”:

    (...) Após o termino da inspirada explanação, Dona Modesta convidou o Professor Cícero e o Doutor Inácio ao seu gabinete particular, a fim de se organizarem.

    -Inácio, creio que acabamos de obter endosso a velhos anseios! – abriu o diálogo Dona Modesta.

    -Modesta, você sabe, há quanto tempo, espero para levar ao plano físico um noticiários franco e destemido sobre a situação dos espíritas nesta casa. Adoraria assustar um bocado de gente...

(Os erros gramaticais são do original, aliás há muito tempo não líamos livros com tantos erros gramaticais como esses. Existem erros de pontuação, ortográficos, de sintaxe, concordância, dentre outros. Parece que os autores desconhecem a língua que usam e os médiuns não tem o trabalho de proceder uma revisão)

    -Continuo intrigado sobre como escalar essa montanha de condicionamento sem “dinamitar”.

    -Sim Inácio, sua assertiva não deixa de ter fundamento – aclarou Dona Modesta -, desde que apliquemos farta dose de lógica e instrução moral, junto às novidades contundentes que detonam os paradigmas.

    (...)- Pode ser! Ainda assim o momento pode um “susto” – insistiu o doutor.

    (...)-Lá vem o cabeça dura!...- descontraiu Dona Modesta.

    -Você já sabe, Modesta...

    -Claro que sim! Você adoraria dar notícias sobre os infernos.

    -Que sabem os espíritas sobre os dragões, as sete organizações do mal, a origem de Lúcifer, a influência das falanges perversas na raiz do mal?... Que noções possuem sobre a antropologia da maldade organizada no planeta? Será que já ouviram sobre as “escórias”, o “vampirismo assistido” e os “vibriões”? Quem revelou algo sobre os sete vales da perversidade e o cinturão vibratório que agasalha a humanidade? Quantos conhecem sobre as relações entre religião e as ordenações das hostes do mal? Quais informações possuem sobre a vida social nessa semiciviliazação? Que conhecem além do umbral?

(Veja bem! Isso aqui é um diálogo entre benfeitores que valorizam mais o mal que o bem a ser realizado? Totalmente incongruente com a proposta que eles mesmos dizem pregar. Concluem o capítulo com um sofisma muito bem urdido para enganar os incautos)

(...)Certamente, nesses casos, os ”velhos chavões” funcionarão como escape e justificativa: “Por que mensagens tão desastrosas quando o espiritismo devem confortar?!” “Por que notícias tão tristes quando a função da Boa Nova é dar boa notícia?! Outros mais dirão: “A que pode nos conduzir essas idéias senão ao medo e terror?!” Ainda outros vão asseverar: “Com que fim algum espírito do bem trataria desses assuntos?!”

As perguntas se multiplicarão, embaladas pelo desculpismo e pela invigilância dos que se acostumaram aos regimes de “dever cumprido” no limite das folgas.

Porém, aos que destinamos essa convocação em regime de urgência, será pedido muito equilíbrio ante o medo de dar novos passos e a prudência que, nós próprios, os conclamamos para não se perderem nos labirintos da fascinação e do fanatismo.

-Tomaremos, portanto, medidas no intuito de apressar a formação de novos horizontes aos lidadores espíritas no que concerne à mediunidade. Que cada qual reúna sua equipe e defina os passos – arrematou Dona Modesta.

(Aqui o sofisma toma vulto, cujo objetivo específico é envolver médiuns espíritas. Adiante comentaremos o objetivo deles na questão da mediunidade)

    Lírios da Esperança cap. 7 : Delicada cirurgia – Todo ele dedicado a uma cesariana de um ovóide. É totalmente contra o bom senso.

    Lírios da Esperança cap. 8: Novas Motivações:

    -Achei que você estava melhorando! – disse caçoando o médico.

    -Bem que me disseram que acharia alguém que adora caçoar por aqui!...

    -Minha vida é caçoar e refestelar com as diferenças de todos nós! Não se espante!

    (...)Doutor Inácio, posso ser franco?!

    -Admiro pessoas francas!

    -É que passam algumas idéias pela minha cabeça e...

    -Fale logo, homem, porque senão vou ler seu pensamento!

    -Tem hora que o senhor me deixa dúvidas sobre seu comportamento.

    -Em que sentido?

    -Nunca conheci um espírita tão franco.

    -O senhor quer dizer mal-educado e irônico. Não se acanhe de falar!

    -Confundo-o com um mentor, ou..., ou um...

    -Um capeta?! – expressou-se o psiquiatra com seu irremediável bom humor.

    -É! É isso mesmo!

    - Não tenha dúvidas que sou! Digamos que um “bom capeta”!...

    -Jamais imaginei um espírita com suas características!

    -O que faz o senhor pensar que sou espírita?

    -E não é?

    -Não! Na minha avaliação sincera, nunca me vi plenamente espírita.

    -Então o que o senhor é?

    -Alguém a procura de si mesmo. Um sujeito “meio-louco”!

(Que diálogo entre um psiquiatra e seu paciente, mais chulo e insolente impossível, mas que tenta passar mensagens sub-reptícias ao não se afirmar espírita e que o auto-encontro é “meio” loucura)

    O capítulo 9: Ao encontro de si mesmo traz tantas aberrações como, por exemplo, um processo “terapêutico” realizado à força porque o livre-arbítrio do espírito foi caçado. Aliás, todos os capítulos trazem uma ou mais aberrações. Não transcreveremos todas aqui, deixando a quem deseje ver essas aberrações no original e tirar as suas próprias conclusões.

    Para finalizar esta parte de apresentação dos supostos Dr. Inácio e Dona Modesta atentemos para os seguintes diálogos no capítulo 12: Nossas Obras:

    (...)- Inácio, que dia abençoado! – exclamou Dona Maria já um tanto defasada das lutas do dia.

    -Eu diria endiabrado! Os homens na Terra não imaginam o que seja uma rotina dessas...

    -Dar sem receber, dar por amor de realizar! Quantos não terão extensas lutas com esta lição nesse outro lado da vida!

    -Inclusive os espíritas!

    -Inclusive os espíritas! É verdade!

    -Estamos há exatas quinze horas em tarefa contínua. Só hoje visitei, por três vezes, a Terra. Não reclamo de nada, mas se tivesse meu cigarrinho de volta, acho que trabalharia mais quinze horas sem mau humor...

(Aqui os “benfeitores” estão reclamando do trabalho de “amor” que fazem e do cansaço que ele gera, mas é de pasmar quando o falso Dr. Inácio diz que se tivesse “um cigarrinho” poderia trabalhar mais quinze horas sem mau humor, passando a mensagem de que fumar revitaliza.)

    Mais adiante continua o deboche do movimento espírita e dos espíritas:

    (...)-Houve outro, um desses “enciclopedistas espíritas” que leram tudo sobre a doutrina, que ainda zombou de mim um dia desses. Passava por um corredor já cansado, com mau humor pior que o habitual, depois de quase vinte horas de trabalho, e sabe o que ele me disse?

    - O quê?

    -Doutor Inácio, que cara é esta? Até parece que o senhor está cansado?! Espírito superior não cansa, ouviu?! Aprenda a usar sua mente!

    -E você...

    -Eu lhe dei o troco merecido. Disse a ele que não estava cansado, estava arrependido de ter morrido. Devia ter ficado na Terra uns mil anos para não encontrar mais com religiosos. No sanatório espírita de Uberaba, pelo menos, essa segurança eu tinha. Não era obrigado a lidar com as tricas e futricas do movimento doutrinário!

    -E ele?...

    -Ele ainda me perguntou se tinha algo me incomodando.

    -E você, naturalmente...- debochou Dona Modesta.

    -Naturalmente, eu me calei, porque, se falasse naquela hora, seria um desastre!

    (...) O senhor também é bastante arrogante, não é, doutor?

    -Sou um arrogante que não minto mais para mim. Um arrogante autêntico e leal comigo mesmo. Há uma boa diferença entre nós nesse sentido.

    - O senhor quer dizer que ainda sou um arrogante iludido...

    -Como ambos somos arrogantes, não custa confirmar sua tese...

    (...)Pois de mim, só posso dizer o contrário. O senhor trabalhou muito, Doutor Inácio?

    -A vida inteira! Cuidando de loucos, acho que enlouqueci e não percebi, Acabei sendo útil, mesmo doente.

(Percebamos que essa é a postura de um suposto médico psiquiatra com grande envergadura moral. Na verdade o autor cria uma caricatura para melhor enganar. Na obra de Tormentos iremos nos defrontar com a verdade)

    Comparemos agora com as descrições que Manoel Philomeno de Miranda faz no livro Tormentos da Obsessão do Dr. Ignácio e da Sra. Maria Modesto através da psicografia de Divaldo P. Franco. Percebamos que até a grafia do nome o espírito mistificador coloca errada.

    No 2º. Capítulo: O Sanatório Esperança, P. de Miranda apresenta o verdadeiro Dr. Ignácio Ferreira. Vale a pena lê-lo e comparar os diálogos, ricos de sabedoria, com os diálogos chulos e debochados descritos anteriormente.

    Aliás, no livro Tormentos da Obsessão encontramos vários diálogos extremamente profundos entre Philomeno de Miranda e o Dr. Ignácio Ferreira, demonstrando de forma irrefutável a sua elevação moral. Não transcreveremos esses diálogos por ser desnecessário, remetendo o leitor ao original, que recomendamos que todos nós espíritas estudemos, pelo menos, uma vez. Mas os textos são tão profundos que, se estudarmos mais vezes vamos apreender com mais eficiência.

    Vejamos os termos que Philomeno usa para descrever o Dr. Ignácio:

    (...)Apresentando-se própria a ocasião, face à presença em nosso grupo de um dos seus atuais diretores, o Dr. Ignácio Ferreira, que fora na Terra eminente médico uberabense, interroguei ao amigo gentil, sobre a história daquele Santuário dedicado à saúde mental, e ele, bondosamente respondeu:

    (...) Enquanto o gentil psiquiatra...

    (...) Se demonstrar enfado, o bondoso psiquiatra elucidou...

   (...) Dr. Ignácio Ferreira houvera experimentado com muito cuidado, enquanto no corpo físico, o tratamento de diversas psicopatologias incluindo as obsessões pertinazes, no Sanatório psiquiátrico que erguera na cidade de Uberaba, e que lhe fora precioso laboratório para estudos e aprofundamento na psique humana, especialmente no que diz respeito ao inter-relacionamento entre criaturas e Espíritos desencarnados.

    A Sra. Maria Modesto Cravo, se iniciara pelas suas mãos, quando os fenômenos insólitos passaram a perturbá-la, e, graças à sua faculdade preciosa, revelou-se abnegada servidora do Bem. De sua segura mediunidade se utilizavam os bons Espíritos, particularmente Eurípedes Barsanulfo, para o ministério do esclarecimento dos estudiosos, assim como para a prática da caridade.

(Nas páginas 61 a 72 do referido livro temos uma palestra do Dr. Ignácio, na qual o verdadeiro benfeitor mostra a sua elevação moral, tão diferente da caricatura do médico insolente e debochado apresentado pela suposta Ermance Dufaux. Além das referidas páginas o leitor vai encontrar no livro Tormentos da Obsessão outras páginas nas quais o ilustre psiquiatra mostra a sua elevação).

    Citamos a seguir um pequeno trecho no qual o Dr. Ignácio demonstra a sua bonomia e elevação, a título de exemplo. Compare com os textos debochados exarados anteriormente:

    (...) – O processo de evolução – continuou espontaneamente a enunciar – é lento, porque aqueles que nele estamos envolvidos, optamos pelo imediato, que são as ilusões que afastam aparentemente as responsabilidades e as lutas, intoxicando-nos os centros do discernimento e entorpecendo-nos a razão. Luz, porém, em toda a parte, o amor de Nosso Pai convidando à renovação e ao trabalho, à conquista da alegria, da paz e da felicidade de viver. Dia virá, e já se anuncia, em que o Evangelho de Jesus tocará os corações com mais profundidade, e o ser humano se levantará dos vales por onde deambula, galgando a montanha da libertação, a fim de contemplar e fruir os horizontes infinitos e plenificadores. Até que chegue esse momento, que todos nós, aqueles que amamos e já despertamos para as responsabilidades que nos dizem respeito, nos demos as mãos e, unidos, sirvamos sem reclamação, ampliando o campo das realizações enobrecedoras.

    Para finalizar a nossa análise vamos colocar alguns trechos no qual o autor tenta dissociar a mediunidade do crivo da razão e denigre o movimento espírita de unificação.

    Reforma íntima sem martírio página 186 e 187: (...) O exercício mediúnico sério tem sido escasso nas casas do Espiritismo e o que prepondera é o consolo nas sessões de intercâmbio. Embora com seus méritos, a transcendência da faculdade que liga os mundos não tem se convertido em chances para que os benfeitores do além possam transmitir sua experiência e participar com mais assiduidade das vivências dos homens. Não foram poucas vezes em que Bezerra de Menezes teve que contar com centros de umbanda e candomblé, nos quais encontram-se muitos corações afeiçoados ao amor, para fazer seus ditados ou operar suas curas. Lá a espontaneidade e o desejo de servir muitas vezes sobressai como qualidade indiscutível em relação a muitos centros doutrinários do Espiritismo, os quais têm fechado as portas mentais para o trânsito dos bons espíritos. Tem havido um engessamento voluntário do exercício mediúnico surgido a partir da tese animista, em meados do século passado. Sem visão de vida imortal, acomodam-se e deixam de descobrirem horizontes novos. Estacionam na paralisia do pensamento em conceitos e não se permitem reciclar práticas. Muitos, além disso, infelizmente, perderam o gosto de aprender, esbaldando-se em seu “histórico de serviços sem apresentar algo de útil para os reclames do momento atual.

    Lírios da esperança páginas 34 e 35: (...) Fé é a adesão espontânea da alma na busca da Verdade. Mediunidade é o ventre sagrado do fervor. Através dela, ocorre a sublime gestação do patrimônio da crença lúcida e libertadora.

    Raciocínio é o dínamo da lógica e do bom senso. Quando atacado pela rigidez emocional, concerte-se em preconceito e etagnação.

    Inúmeros grupos doutrinários transformaram o critério do raciocínio em medida prática de defesa, para não serem enganados pelas bem urdidas mistificações. Com essa postura, se não são enganados nas suas produções mediúnicas, são ludibriados quanto ao significado abrangente das relações de amor entre as almas, circunscrevendo a prática de intercâmbio à expressões superficiais de conversão de desencarnados, com espaço acanhado para a manifestação livre de benfeitores e aprendizes da erraticidade. Vigilância excessiva é um cadeado nas portas da sensibilidade, aprisionando os sentimentos aos severos regimes de descrença e engessamento mental. A cautela excessiva com a fantasia e o engodo manietaram inúmeros servidores.

    E o resultado mais infeliz de tanta censura é o enfermiço desânimo com as sagradas práticas de intercâmbio entre os mundos. O mais grave efeito do engessamento cultural das idéias espíritas é a paralisia da noção de imortalidade. Um plano espiritual estático e desconectado da vida na Terra.

    (...) O que era apenas uma ameaça ao intercâmbio mediúnico responsável, regido pela espontaneidade, hoje se concretiza como autêntico cerceamento criado por padrões rígidos e institucionais nas leiras de serviço. Tais padrões, a princípio erigidos como “estacas de segurança”, transformaram-se em “cartilhas” por sugestões de corações bem intencionados, porém, desprevenidos quanto ao significado da singularidade nos assuntos metafísicos. Além disso, a existência dos “mentores culturais” de sofismas, em ambos os planos, multiplicaram as noções inconsistentes absorvidas pela comunidade em suas práticas e conteúdos. O resultado inevitável é o restringimento, ainda maior, das manifestações do céu para a vida terrena.

     Chega a hora de um novo chamado!

    (...) Com isso, o homem acomoda-se na ritualidade, na repetição, no padrão. Bane-se a criatividade, o novo e a experimentação, estabelecendo uma noção de segurança em torno de “formas usuais de fazer...” A educação moderna preconiza em um dos seu quatro pilares: o “aprender a fazer”. Todos os grupos doutrinários na atualidade são convocados a “reaprender a fazer”.

    (...)-Estou confirmando que precisamos de rever conceitos sobre médiuns, mediunidade e Espiritismo. Largar essa mania emocional de fidelidade ao texto de Kardec e buscar fidelidade à postura de Kardec, à postura de investigador.

     Estou falando de abertura mental para o novo.

    (Percebe-se nitidamente os sofismas que o espírito mistificador usa para neutralizar o bom senso na prática mediúnica, usando palavras bem escolhidas, como “criatividade”, o “novo”, “experimentação”, para melhor enganar.  O médium Wanderley em um congresso recente disse em público, que tem experimentado muitas inovações seguindo o conselho dos seus “mentores”. Percebe-se que ele vem seguindo à risca os conselhos de abolir a razão e o bom senso. A última novidade que introduziu no Centro onde ele participa é o “tatame mediúnico”. Aboliram a mesa da sala mediúnica e agora há um tatame para amortecer as quedas dos médiuns, que usando a “espontaneidade” jogam-se no chão ao receber os espíritos, tornando-se como recomenda o falso Dr. Inácio, “cavalos” dos espíritos.)

    (...)- Os médiuns consagrados da seara cumprem outro gênero de tarefa para com a causa, razão pela qual, para resguardarem segurança íntima, mantêm-se distantes dos cataclismos de diversidade.

    -Tenho piedade do medianeiro que se atrever a publicar tais anotações!

    -Pois tenho alegria em saber que esses conceitos chegarão ao mundo pelas mãos mediúnicas.

    -A maioria nutrirá descrença. Eu mesmo ainda não creio no que vejo!

    -Ainda assim o médium, com sua “louca coragem”, será um desafio de amor para o movimento espírita.

(Aqui o espírito sutilmente fala da diferença de médiuns consagrados e médiuns corajosamente loucos, justificando porque não há confirmação dessas “revelações” por médiuns equilibrados apenas pelos outros, os “loucos”. Novamente coloca uma falácia para melhor enganar)

    Nos capítulos 21 e 23 o mistificador usa de instrumentos para ridicularizar e denegrir a doutrina e o movimento de unificação.

    Vejamos alguns trechos:

     (...) Os pacientes aqui alojados neste setor...

    - São líderes da unificação. Com raras exceções, os amigos da unificação que aqui se aportam chegam cansados pelo peso das mágoas. Suas histórias, a exemplo da minha própria, quase sempre, são agravadas pela angústia, quando descobrem não serem tão essenciais o quanto imaginavam aos ofícios de Jesus.

    (...) Parecem atordoados.

    -“Emburrados”, eu diria.

    -“Emburrados”?

    -Não se entendiam na Terra, continuam não se entendendo por aqui. Brigam durante o dia e, agora à noite, encontram-se deprimidos e fracos.

    -Mas ninguém toma nenhuma iniciativa?

    -Se tomarem, logo eles estarão se procurando para “tricotarem”.

    -“Tricotarem”?! O senhor quer dizer que continuam suas tricas?

    -Sejam claros!... Tricas, não. Política de bastidor!

    -Até aqui existem essas condutas?

    -E por que não? A mente adoecida traz para cá suas enfermidades.

    -Surpreendente! Como lhe disse, conhecia bem esse comportamento na seara, todavia não imaginava que os unificadores continuassem agindo assim...

    -Eu mesmo, quando desencarnei fiz parte de grupo similar na erraticidade. Saudade do ambiente de unificação! Do movimento espírita com todas as suas querelas!

    (...)A Doutrina Espírita é uma bênção de alívio e paz para quem a busca absorver-lhe as lições. Todavia, para quantos estacionam na superfície de seus ensinos, transforma-se em fardo consciencial. Por essa razão, alguns confrades recorrem a alternativas. Cansam de espiritismo. 

    (...)-Que o Espiritismo chamado de puro é uma criação da cabeça humana, tomada pelo preconceito, e que os espíritas de hoje são um “novelo cultural católico”, um fenômeno social e histórico. As práticas e conceitos doutrinários foram talhados pelo arcabouço milenar do homem religioso.

(Aqui fica também patente a real finalidade do espírito mistificador ridicularizar o movimento e a doutrina espírita através de um psicologismo que engana muita gente, pois fala do amor, do bem, das virtudes. Muitas outras falhas doutrinárias graves existem nas obras, mas ficamos por aqui para não ficar enfadonha a análise).

    Concluímos com um texto de Erasto extremamente atual que todo trabalhador espírita na leitura das obras mediúnicas ou não deveria sempre ter em mente para separar o joio do trigo.

    “O Livro dos Médiuns” item 230: “Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom-senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que, se rejeitardes hoje algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente, mais tarde um fato brutal, ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos a sua autenticidade. Erasto”

BIBLIOGRAFIA

FRANCO, D. P. – Tormentos da Obsessão – 1ª. edição – LEAL – 2001
KARDEC, Allan – O Livro dos Médiuns - FEB
OLIVEIRA, W.S. –  Seara bendita – 1ª. Ed. – INEDE - 2000
Reforma íntima sem martírio – 3ª. edição – INEDE – 2003
Lírios de Esperança -1ª. edição – Ed. Dufaux – 2005
Cuiabá, 9 de novembro de 2006
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    Saulo Gouveia Carvalho – Presidente