169 - No quadro real

 
“Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu do mundo não sou.” - Jesus (João, 17:14)
 
Aprendizes do Evangelho, à espera de facilidades humanas, constituirão sempre assembléias do engano voluntário.
 
O Senhor não prometeu aos companheiros senão continuado esforço contra as sombras até à vitória final do bem.
 
O cristão não é flor de ornamento para igrejas isoladas. É “sal da Terra”, força de preservação dos princípios divinos no santuário do mundo inteiro.
 
A palavra de Jesus, nesse particular, não padece qualquer dúvida:
 
“Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
 
Amai vossos inimigos.
 
Orai pelos que vos perseguem e caluniam.
 
Bendizei os que vos maldizem.
 
Emprestai sem nada esperardes.
 
Não julgueis para não serdes julgados.
 
Entre vós, o maior seja servo de todos.
 
Buscai a porta estreita.
 
Eis que vos envio como ovelhas ao meio dos lobos.
 
No mundo, tereis tribulações.”
 
Mediante afirmativas tão claras, é impossível aguardar em Cristo um doador de vida fácil. Ninguém se aproxime d’Ele sem o desejo sincero de aprender a melhorar-se. Se Cristianismo é esperança sublime, amor celeste e fé restauradora, é também trabalho, sacrifício, aperfeiçoamento incessante.
 
Comprovando suas lições divinas, o Mestre Supremo viveu servindo e morreu na cruz.