168 - Na meditação

 
“E foram sós num barco para um lugar deserto.” - (Marcos, 6:32)
 
Tuas mãos permanecem extenuadas por fazer e desfazer.
 
Teus olhos, naturalmente, estão cheios da angústia recolhida nas perturbações ambientes.
 
Doem-te os pés nas recapitulações dolorosas.
 
Teus sentimentos vão e vêm, através de impulsos tumultuários, influenciados por mil pessoas diversas.
 
Tens o coração atormentado.
 
É natural. Nossa mente sofre sede de paz, como a terra seca tem necessidade de água fria.
 
Vem a um lugar à parte, no país de ti mesmo, a fim de repousar um pouco. Esquece as fronteiras sociais, os controles domésticos, as incompreensões dos parentes, os assuntos difíceis, os problemas inquietantes, as idéias inferiores.
 
Retira-te dos lugares comuns a que ainda te prendes.
 
Concentra-te, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de teus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas...
 
Ele te lavará a mente eivada de aflições.
 
Balsamizará tuas úlceras.
 
Dar-te-á salutares alvitres.
 
Basta que te cales e sua voz falará no sublime silêncio.
 
Oferece-lhe um coração valoroso na fé e na realização, e seus braços divinos farão o resto.
 
Regressarás, então, aos círculos de luta, revigorado, forte e feliz.
 
Teu coração com Ele, a fim de agires, com êxito, no vale do serviço.
 
Ele contigo, para escalares, sem cansaço, a montanha da luz.