166 - Posses definitivas

 
“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” – Jesus (João, 10:10)
 
Se a paz da criatura não consiste na abundância do que possui na Terra, depende da abundância de valores definitivos de que a alma é possuída.
 
Em razão disso, o Divino Mestre veio até nós para que sejamos portadores de vida transbordante, repleta de luz, amor e eternidade.
 
Em favor de nós mesmos, jamais deveríamos esquecer os dons substanciais a serem amealhados em nosso próprio espírito.
 
No jogo de forças exteriores jamais encontraremos a iluminação necessária.
 
Maravilhosa é a primavera terrena, mas o inverno virá depois dela.
 
A mocidade do corpo é fase de embriagantes prazeres; no entanto, a velhice não tardará.
 
O vaso físico mais íntegro e harmonioso experimentará, um dia, a enfermidade ou a morte.
 
Toda a manifestação de existência na Terra é processo de transformação permanente.
 
É imprescindível construir o castelo interior, de onde possamos erguer sentimentos aos campos mais altos da vida.
 
Encheu-nos Jesus de sua presença sublime, não para que possuamos facilidades efêmeras, mas para sermos possuídos pelas riquezas imperecíveis; não para que nos cerquemos de favores externos e, sim, para concentrarmos em nós as aquisições definitivas.
 
Sejamos portadores da vida imortal.
 
Não nos visitou o Cristo, como doador de benefícios vulgares. Veio ligar-nos a lâmpada do coração à usina do Amor de Deus, convertendo-nos em luzes inextinguíveis.