162 - Esperemos

 
“Não esmagará a cana quebrada e não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo.” - (Mateus, 12:20)
 
Evita as sentenças definitivas, em face dos quadros formados pelo mal.
 
Da lama do pântano, o Supremo Senhor aproveita a fertilidade.
 
Da pedra áspera, vale-se da solidez.
 
Da areia seca, retira utilidades valiosas.
 
Da substância amarga, extrai remédio salutar.
 
O criminoso de hoje pode ser prestimoso companheiro amanhã.
 
O malfeitor, em certas circunstâncias, apresenta qualidades nobres, até então ignoradas, de que a vida se aproveita para gravar poemas de amor e luz.
 
Deus não é autor de esmagamento.
 
É Pai de misericórdia.
 
Não destrói a cana quebrada, nem apaga o morrão que fumega.
 
Suas mãos reparam estragos, seu hálito divino recompõe e renova sempre.
 
Não desprezes, pois, as luzes vacilantes e as virtudes imprecisas. Não abandones a terra pantanosa, nem desampares o arvoredo sufocado pela erva daninha.
 
Trabalha pelo bem e ajuda incessantemente.
 
Se Deus, Senhor Absoluto da Eternidade, espera com paciência, por que motivo, nós outros, servos imperfeitos do trabalho relativo, não poderemos esperar?