85 - Testemunho


“Respondeu-lhe Jesus: - Dizes isso de ti mesmo ou foram outros que to disseram de mim?” - (João, 18:34).
 
A pergunta do Cristo a Pilatos tem significação mais extensiva. Compreendemo-la, aplicada às nossas experiências religiosas.
 
Quando encaramos no Mestre a personalidade do Salvador, por que o afirmamos? estaremos agindo como discos fonográficos, na repetição pura e simples de palavras ouvidas?
 
É necessário conhecer o motivo pelo qual atribuímos títulos amoráveis e respeitosos ao Senhor. Não basta redizer encantadoras lições dos outros, mas viver substancialmente a experiência íntima na fidelidade ao programa divino.
 
Quando alguém se refere nominalmente a um homem, esse homem pode indagar quanto às origens da referência.
 
Jesus não é símbolo legendário; é um Mestre Vivo.
 
As preocupações superficiais do mundo chegam, educam o espírito e passam, mas a experiência religiosa permanece.
 
Nesse capítulo, portanto, é ilógico recorrermos, sistematicamente, aos patrimônios alheios.
 
É útil a todo aprendiz testificar de si mesmo, iluminar o coração com os ensinos do Cristo, observar-lhe a influência excelsa nos dias tranqüilos e nos tormentosos.
 
Reconheçamos, pois, atitude louvável no esforço do homem que se inspira na exemplificação dos discípulos fiéis; contudo, não nos esqueçamos de que é contraproducente repousarmos em edificações que não nos pertencem, olvidando o serviço que nos é próprio.